O governo ordenou a retirada das caixas de multibanco dos tribunais para... acabar com os assaltos. Porque as portas dos edifícios não tinham as devidas medidas de segurança, porque as atm's não estariam devidamente encastradas. Ao cidadão comum pareceria mais saudável reforçar a segurança. Ao governo, nem por isso. Cortou o mal pela raíz.
Perseguindo a lógica governamental, não me espantaria nada se o governo proibisse a circulação de viaturas de luxo para evitar o carjacking.
Numa altura em que o país afia a lingua para comentar os recentes encândalos que envolvem o Freeport, o governo manda retirar atm's dos tribunais. Ainda bem! Porque podia ser bem pior! Poderia este governo atentar contra a democracia, mandando calar os jornalistas que investigam este caso tão mediático.
E queixa-se o primeiro ministro da política do bota abaixo. Ora bolas!
"Pelo sonho é que vamos, Comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, Pelo Sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo Que talvez não teremos. Basta que a alma demos, Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos" - Sebastião da Gama,in "Pelo Sonho é que Vamos"
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
De volta
Vai alto Janeiro e muito demorado. Lento, lentinho, parado. Uma inércia que enlouquece, tira do sério, arrefece a alma, despedaça o coração. Há uma dor, forte, no peito. Dor de fraqueza, de impossibilidade, de rendição.
A estrada bifurca-se. De um lado o caminho dos coitadinhos, sem alma, amor, vontade ou respeito. O caminho espinhoso do egoísmo que leva à loucura e à tormenta. Do outro, a auto-estrada. A via rápida para quem quer vencer, voltar, recuperar, recomeçar, mostrar que vale a pena acreditar. O caminho certo para chegar, reconquistar, vencer.
Estar de volta é escolher um dos caminhos. Estar de volta é fazer-me à estrada. Estar de volta é recusar vestir a pele de avestruz, negar a rendição, a depressão, a loucura.
Estou de volta! Porque me devo uma oportunidade. Porque mereço um regresso. Por recusar que todos são mais fortes que eu, por acreditar que vale a pena continuar a lutar. Estou de volta! Porque tudo o que tenho vale mais que o facilitismo da derrota. Porque tenho e sinto amor, capacidade, empenho, vontade. Por saber que sou capaz.
Estou de volta para reconquistar o que me pertence. Um dia tropecei, caí e quase me afoguei na derrota. Salvou-me a esperança, a confiança e o apoio incondicional dos que me amam. Por mim e por eles estou de volta. À escrita, à vida, à luta. Pelo respeito e pelo amor que me mereço, que merecem os confiam (sempre confiaram) em mim.
Estou aqui.
A estrada bifurca-se. De um lado o caminho dos coitadinhos, sem alma, amor, vontade ou respeito. O caminho espinhoso do egoísmo que leva à loucura e à tormenta. Do outro, a auto-estrada. A via rápida para quem quer vencer, voltar, recuperar, recomeçar, mostrar que vale a pena acreditar. O caminho certo para chegar, reconquistar, vencer.
Estar de volta é escolher um dos caminhos. Estar de volta é fazer-me à estrada. Estar de volta é recusar vestir a pele de avestruz, negar a rendição, a depressão, a loucura.
Estou de volta! Porque me devo uma oportunidade. Porque mereço um regresso. Por recusar que todos são mais fortes que eu, por acreditar que vale a pena continuar a lutar. Estou de volta! Porque tudo o que tenho vale mais que o facilitismo da derrota. Porque tenho e sinto amor, capacidade, empenho, vontade. Por saber que sou capaz.
Estou de volta para reconquistar o que me pertence. Um dia tropecei, caí e quase me afoguei na derrota. Salvou-me a esperança, a confiança e o apoio incondicional dos que me amam. Por mim e por eles estou de volta. À escrita, à vida, à luta. Pelo respeito e pelo amor que me mereço, que merecem os confiam (sempre confiaram) em mim.
Estou aqui.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Sei de ti (tenho a certeza)
Sei de ti
cada palavra, cada gesto,
cada abraço.
Sei de ti a a confiança
e a ternura.
Sei de ti,
a presença diária
na minha vida.
Sei de ti,
o apoio incondicional
de todos os dias.
Sei de ti,
a amizade,
a disponibilidade
e a solidariedade.
Sei de ti,
o teu coração imenso
e a bondade que me comove.
Sei que conto sempre contigo,
Sei que estás sempre aqui,
Comigo,
E tu também
No meu coração!
Sempre!
À meia noite
vou pensar em ti;
Olhar as estrelas
Beijar a tua alma,
Pedir ao céu
o mais bonito pedaço de azul,
para ti.
Sei de ti,
a eternidade dos afectos.
Tenho a certeza;
Este amor maior é para a vida.
Sei (tenho a certeza)
Bom Ano meu amor
Mil beijinhos
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Debaixo da Lua
A ti,
meu amor,
que me sorris,
sempre,
por debaixo da Lua
Em forma de estrela
Penduro-a no céu
Por debaixo da Lua,
Ao lado do poema
Que escrevi para ti.
Engole-me, a noite,
Morde-me, a vida,
Pontapeia-me, a sorte,
Só tu me sorris
Por debaixo da Lua.
Beija-me, o vento,
Abraça-me, o frio,
Tremo, de amor,
Por debaixo da Lua
Já nada de me dói.
Embala-me, o mar
Afaga-me, a espuma;
Está tanto frio
E eu de alma quente!
Por debaixo da Lua
A estrela (que inventei) sorri.
Afaga-me, a tormenta
Abraça-me, a nuvem
E tu também.
Acende-se, o céu,
Apaga-se, o frio,
Ateia-se a esperança!
Por debaixo da Lua,
A chuva de prata
Escreveu um poema
Que é todo teu!
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
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