"Pelo sonho é que vamos, Comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, Pelo Sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo Que talvez não teremos. Basta que a alma demos, Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos" - Sebastião da Gama,in "Pelo Sonho é que Vamos"
domingo, 16 de agosto de 2009
Leva-me (contigo)
(e envergonhado) de mel e ternura.
Navego contigo
Por mares já muito navegados
À procura de uma nova maré.
À bolina deste amor
que me afaga a alma.
Deixo-me levar
p'la brisa deste amor
que me acrescenta vida,
esperança, desejo...
Desejo de amar.
Desejo de (te) amar, mais!
Amo-te (para além das estrelas)
Amo-te! Muito!
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Lua(lidades)
De olhar enxuto
Alma lavada
Coração aberto.
Dei-te o abraço
que nem chegaste a pedir.
Li nos teus olhos
verdes de esperança
a mensagem e o beijo.
Lembrei-me do primeiro abraço
que continua aqui
colado à pele
Como todos os outros.
Estendo as minhas mãos
em busca das tuas;
Já se encontraram as nossas mãos
(Como sempre acontece, sempre se buscam)
E nós também.
Sob o olhar cúmplice da lua!
que tem um sorriso
quase tão bonito
como o teu.
Vem agora com o vento
Traz o teu olhar enxuto
A alma lavada e o coração aberto.
Espero-te no jardim secreto
que a lua criou para nós.
Até já!
sábado, 8 de agosto de 2009
Voltei
De tudo o que ficou, ficou o melhor, a excelência. Do menos bom, não vale a pena falar. E é perfeitamente dispensável alimentar mágoas, ódios, rancores. O menos bom ignora-se. Já passou, não vai voltar.
Ao melhor que ficou, que está sempre comigo, junto agora as novas experiências, vivências, sentires. Sentir que estou bem, muito bem, cada vez melhor. Muito, muito feliz! Cada vez mais!
Sonho (real)
Vale a pena esta experiência, este projecto, vale a pena acreditar num mundo melhor. Acreditar nas pessoas, na vida, no sonho.
Sou muito mais feliz desde que estou nesta aquipa. Também sou melhor como ser humano. E em termos profissionais é impagável a oportunidade de estar (também) a realizar uma "velha" aspiração.
Sinto que este projecto e esta equipa têm muito futuro, juntos. Os laços de afecto que nos ligam são muito fortes. O abraço transoceânico que nos une é uma promissora semente de continuidade. Este afecto cola-se - naturalmente - à pele. Cá e lá!
domingo, 26 de julho de 2009
Estações (do ano)
víamos as árvores despidas e o solo amarelecido.
Dávamos as mãos e seguíamos viagem, rumo ao sol.
Se fosse inverno e noite escura, podíamos escrever um poema à lareira, à luz das velas.
Se fosse um poema, falava naturalmente de amor.
Se falasse de amor, também poderia não ser um poema.
Em que ficamos? Para onde vamos?
Ficamos aqui a degustar as palavras
E vamos onde o sonho nos levar.
De mãos dadas. Sempre.
Se fosse primavera, deixavamo-nos embalar pelo canto das andorinhas
Beijávamos papoilas vermelhas de vida
Lavávamos os olhos na festa das cores
Festejávamos os primeiros abraços quentes do sol.
É Verão meu amor. E podemos fazer tanta coisa.
Escutar a indolência do mar e fazer uma festa de azul
com a preciosa ajuda do céu;
Beijar as papoilas e sentir os afagos da brisa
Beber caipirinhas que nos sabem pela vida,
Comer gelados de sabores exóticos e festejar a chegada da noite;
ao som da viola que acompanha o vaivém das ondas,
lemos o poema escrito no inverno,
à luz de um sol poente que pinta de fogo estradas no mar
É verão meu amor. Corremos na praia,
pés descalços atrás do sonho que nunca deixamos de procurar...
E descansamos meu amor enquanto disfrutamos os beijos
E a vida.
E escrevemos meu amor, um novo poema -
na areia, no coração,
nas páginas das nossas vidas,
na certeza de nos querermos tanto.
Este poema. Que é nosso!
Sempre!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Intervalo
Uma pausa na pesquisa, um cigarro fumado, a pressa de voltar e prolongando um pouco mais a pausa, uma outra pesquisa para mergulhar os sentidos num poema de palavras que me beijem. Encontrei este, de Eugénio de Andrade:
“Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
e dei às romãs a cor do lume.”
As palavras beijaram-me. Como eu queria. Porque um beijo sabe sempre bem e um poema também, deixo-te os dois
Até já
domingo, 5 de julho de 2009
Nova Era
Nos caminhos da depressão, alimentavas-me a alma com beijos e palavras de força e coragem. Nas rotas do meu desespero, semeavas a esperança, resgatavas-me à melancolia e à descrença. Na noite escura, acendias as estrelas e telefonavas para saber de mim. De tudo o que vivi, só mantenho as boas memórias. Todas passam por ti.
Por esta altura - e enquanto lês estas linhas - vejo-te a a sorrir e a abanar a cabeça. E leio o balão dos teus pensamentos: "Eu não fiz nada!". É por isso que agora te apresento o novo conceito de nada. O "nada" que não fizeste foi a minha força, o "nada " que dizes não ter feito, foi teres ficado quando quase todos partiram, os convites que estreitaram ainda mais a nossa amizade, a partilha de espaços, amigos e afectos, as estadias em tua casa e no teu coração. O "nada" foram os afagos que me embalaram, os abanões que me travaram o desespero. O "nada" meu amor, são os abraços e a amizade que se colam à pele. Esse "nada" salvou-me a vida!
Em troca do "nada", beijo-te o coração. Todos os dias! E todos os dias, também rezo por ti!
Aceita, por favor, este também grande "nada" que tenho por ti.
Adoro-te