
"Pelo sonho é que vamos, Comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não frutos, Pelo Sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo Que talvez não teremos. Basta que a alma demos, Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos" - Sebastião da Gama,in "Pelo Sonho é que Vamos"
terça-feira, 18 de novembro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Memórias
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
The last of 45
Desnudam-se as árvores de folhas
Veste-se a alma de esperança
o sol acorda mais tarde,
lava as ramelas no mar,
e empresta à terra tons dourados de sonho.
O azul do céu tinge-se de cinza
E no oceano, as águas ficam turvas e agitadas
O frio junta as nuvens,
num imenso tapete de algodão.
Segue viagem o barco (quase) solitário,
Rodeado de gaivotas e golfinhos.
Acende-se no coração
a lareira da ternura...
Esta noite, o mundo dá mais uma volta.
Amanhã, abraças-me outra vez
Abraças-me todos os dias!
O teu abraço faz-me bem.
Estás sempre aqui, meu amor
E eu também.
Até amanhã.
Um beijo
Veste-se a alma de esperança
o sol acorda mais tarde,
lava as ramelas no mar,
e empresta à terra tons dourados de sonho.
O azul do céu tinge-se de cinza
E no oceano, as águas ficam turvas e agitadas
O frio junta as nuvens,
num imenso tapete de algodão.
Segue viagem o barco (quase) solitário,
Rodeado de gaivotas e golfinhos.
Acende-se no coração
a lareira da ternura...
Esta noite, o mundo dá mais uma volta.
Amanhã, abraças-me outra vez
Abraças-me todos os dias!
O teu abraço faz-me bem.
Estás sempre aqui, meu amor
E eu também.
Até amanhã.
Um beijo
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Sabores
O mar tem gosto a sal e às vezes a lágrimas. Mas sem sal, o mar - de certeza - que se tornava demasiado insonso, triste e menos belo. Na imensidão do azul, o sal tempera-o de sonho, mistério, ternura. E sal lembra peixe. Um bom peixe grelhado no carvão, regado com um bom vinho, à escolha de cada um. De preferência, frutado.
O ar não tem gosto mas às vezes pesa. E noutras, as melhores, torna-se tão levezinho que confere uma vontade imensa de usufruir em pleno o lado bom da vida. Quando o ar está levezinho, sabe sempre um queijinho e um bom tinto.
Já o sol, que gosto tem? Quando amarelinho ao nascer, terá o paladar da timidez e da doçura. Basta café para acordar. No pico do meio dia, completamente dourado, terá o gosto de uma saborosa refeição. Pode até ser uma boa salada e para beber, um bom sumo. De cenoura.
Ao entardecer, vermelho de paixão, tem - certeza - o paladar do amor e acompanha bem com ostras e um bom vinho branco fresquinho, de preferência alentejano para melhor casar os sabores da terra e do mar.
E o céu, alguém já provou? Que paladar tem? E acompanha bem com quê?
Um destes dias vou descobrir.
O ar não tem gosto mas às vezes pesa. E noutras, as melhores, torna-se tão levezinho que confere uma vontade imensa de usufruir em pleno o lado bom da vida. Quando o ar está levezinho, sabe sempre um queijinho e um bom tinto.
Já o sol, que gosto tem? Quando amarelinho ao nascer, terá o paladar da timidez e da doçura. Basta café para acordar. No pico do meio dia, completamente dourado, terá o gosto de uma saborosa refeição. Pode até ser uma boa salada e para beber, um bom sumo. De cenoura.
Ao entardecer, vermelho de paixão, tem - certeza - o paladar do amor e acompanha bem com ostras e um bom vinho branco fresquinho, de preferência alentejano para melhor casar os sabores da terra e do mar.
E o céu, alguém já provou? Que paladar tem? E acompanha bem com quê?
Um destes dias vou descobrir.
Cruzada
Faz tanto barulho, o silêncio. Um barulho ensurdecedor. Faz ruído nas imagens que me ficaram na memória.
As saudades rasgam o peito e esvaziam a alma.
Esventra-se o ser mas não a confiança. Amarfanha-se a dor mas nunca a lembrança.
Parar é desistir.
Eu continuo. Vou.
As saudades rasgam o peito e esvaziam a alma.
Esventra-se o ser mas não a confiança. Amarfanha-se a dor mas nunca a lembrança.
Parar é desistir.
Eu continuo. Vou.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Memórias e saudades

Gosto de acreditar que moras atrás do pôr do sol e és a estrelinha brilhante que todos os dias me pisca o olho antes de dormir. Gosto de pensar que antes de partir, partilhaste as pétalas da ternura, as sementes da esperança, o pólen da bondade. Gosto de pegar no meu porta chaves e recordar as vezes que te serviu para para brincadeiras efémeras à mesa do restaurante.
Dou comigo a pensar como contigo a brevidade é para sempre. Como eternas são as memórias e as saudades.
Estás sempre aqui, no meu coração!
Mil beijinhos
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